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domingo, 6 de maio de 2012

A vida para quem fica


COMUNICADO: Esta é a última publicação deste blogue.

Quando nos deparamos com a morte de um ente querido ficamos completamente paralisados e a sensação é de que jamais conseguiremos viver como antes.  Sentimos o chão se abrir e todas as nossas crenças ruírem. O mundo, que parecia um lugar seguro, já não parece mais. De fato uma perda, seja ela de que modo for sempre acarreta uma sensação de impotência e impossibilidade, ainda que momentânea, de sobrevivência.

Embora a morte faça parte do ciclo do desenvolvimento, o ser humano luta durante a vida pela ideia da imortalidade, e tenta negar qualquer possibilidade de perda das pessoas amadas. Quando a morte acontece, a sensação de dor é tão grande que temos a impressão de que tudo que está acontecendo é parte de um pesadelo e que em breve, passará. A tarefa mais difícil é constatar que o sonho é real e que é impossível fugir dele.

As pessoas que perdem alguém que amam, realizam um grande esforço para lidar com o sofrimento, para dar sentido ao acontecimento e para encarar a realidade tal como se coloca. A vivência de uma perda que afeta a vida de uma pessoa para sempre é chamada LUTO.
Autoras: Ana Lúcia Naletto e Lélia de Cássia Faleiros Oliveira

O anjo chamado Lilih atravessou a estrada da vida e alçou voo para a Eternidade...

Aline Hollaender (04.07.1980 - 01.05.2012) 

domingo, 21 de novembro de 2010

Lidando com a perda



Dedico este poema à minha saudosa amiga MARINA:

“A morte não é nada.
Eu somente passei para o outro lado do Caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês, eu continuarei sendo.
Dêem-me o nome que vocês sempre me deram,
Falem comigo como vocês sempre fizeram.
Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas,
Eu estou vivendo no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene ou triste, continuem a rir
Daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.
Que meu nome seja pronunciado como sempre foi,
Sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra ou tristeza.
A vida significa tudo o que ela sempre significou,
O fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora de seus pensamentos,
Agora que estou apenas fora de suas vistas?
Eu não estou longe,
Apenas estou do outro lado do Caminho...
Você que aí ficou, siga em frente.
A vida continua linda e bela, como sempre foi.”
(Santo Agostinho)

domingo, 5 de setembro de 2010

Amor de avó

Nesta semana, minha mãe e eu preparamos a casa com plantas novas e floridas para a chegada da Primavera. O jardim teve a grama aparada, nas jardineiras colocamos lindas flores e vasinhos coloridos no peitoral das janelas. Deu um toque especial ao ambiente e ficou muito bonito!

Em setembro, também é o aniversário de minha avó. Mas, no momento ela está hospitalizada, por causa de uma hérnia e talvez faça cirurgia. Temo porque ela já tem idade avançada, porém a intervenção é necessária. Estou rezando para que ela melhore o mais rápido possível, assim, poderemos festejar juntas mais um ano com alegria.


Tenho um grande amor por minha avó, que sempre esteve presente desde que nasci. Ela é muito carinhosa e atenciosa. Quando eu era pequena, íamos para a praia e brincávamos no mar, junto com meu saudoso avô. Também, jogávamos cartas e era muito gostoso.



Na minha adolescência, por várias vezes dormi em sua casa - eu a ajudava nas tarefas domésticas (às vezes eu reclamava, mas ela pacientemente entendia, sem deixar de ser enérgica). Nessa ocasião, minha avó preparava pratos que eu sempre gostei: a deliciosa gemada, o saboroso doce de abacaxi, a berinjela recheada, o ovo frito do jeito que só ela consegue preparar... Acompanhou-me em consultas médicas e presenciou muitas das minhas dificuldades. Cuidou de mim em diversas ocasiões, enquanto minha mãe trabalhava. Essas são lembranças de uma avó querida, a quem respeito muito. Ela estará no meu coração por toda a minha vida!



Hoje, mesmo distante de São Paulo, telefono regularmente para ela e, sempre que possível, a visito e alivio a saudade dos seus beijos e abraços.

Emocione-se com este vídeo que registra o amor incondicional de uma avó

domingo, 16 de maio de 2010

Driblando a ansiedade

Esta semana foi bem agitada, pois minha mãe e eu fomos para São Paulo visitar meus familiares, além de comemorar o aniversário de meu irmão.
 
Enquanto arrumava a mala, não sabia o que levar porque o tempo por aqui estava quente e, pelo noticiário, uma frente fria estava por vir. Minha ansiedade era muito grande e não via a hora de chegar. Eu estava com saudade de todos. E, ao vê-los, fiquei bem contente. Diverti-me muito: no sábado, visitamos uma amiga e almoçamos com ela; de noite, junto com tios e primos, jantamos num restaurante chinês; passamos o domingo das Mães na casa de minha irmã; fiquei a segunda-feira na minha avó; na terça, o dia foi reservado para ficar com meu irmão, e à noite fomos ao teatro.
 
Num piscar de olhos, chegou o dia de voltar... Passou rápido, mas valeu cada minuto! O que não estava programado era ter esquecido meu carregador de celular em algum lugar em São Paulo... E isso bastou para me deixar por demais ansiosa e apreensiva. Mas, isso já é uma outra história...
 
“A mente humana é como um grande teatro. Seu lugar não é na platéia, mas no palco, brilhando na sua inteligência, alegrando-se com suas vitórias, aprendendo com suas derrotas e treinando a cada dia para ser... o autor da sua história, o líder de si mesmo.” (Augusto Cury)