domingo, 29 de agosto de 2010

Música, minha paixão...


A Orquestra de Violeiros de Poços de Caldas, comentada, divulgada e muito premiada por todo o Brasil, e que resgata o verdadeiro sentido da tradiconal música sertaneja raiz, esteve em minha cidade apresentando seu show, o qual tive a oportunidade de estar presente e também cantei junto os sucessos, como: Luar do Sertão, João Boiadeiro, Ainda ontem chorei de Saudade, dentre outras.


Inspirada no show, animei-me em tocar duas músicas no teclado, que nada tem a ver com o estilo dos violeiros, mas que selecionei por gosto pessoal. A primeira música dedico à minha irmã, e a segunda, à minha mãe. Assim, no vídeo abaixo você terá a oportunidade de me ver tocando. Espero que goste!

video

Informação:
A série de "Bipolar" é um drama psicológico policial que se passa em São Paulo e investiga os diferentes polos das pessoas: os conceitos, as verdades e as mentiras absolutas de cada um.
Estréia dia 02 de setembro, 0h no Canal Brasil. Com 12 episódios de 25 minutos cada, a série focaliza a vida pessoal e profissional de três investigadores de polícia que trabalham em uma delegacia da Moóca, em São Paulo.
O nome da série, segundo Edu Felistoque, é apenas uma alusão à doença também conhecida como psicose maníaco-depressiva. "Essa perturbação que leva uma pessoa da euforia à depressão em segundos, mostrando comportamentos opostos e ambivalentes, estão expressos na vida de alguém que trabalha como policial: um cara que prende e mata bandidos de dia, ganha mal, chega em casa e precisa tentar ignorar tudo isso e ter uma vida normal", completa.
Fonte: UOL

domingo, 22 de agosto de 2010

O mal do século

Vídeo recebido de Domitila / Trilha sonora: Don’t worry, be happy!

Hoje, me dirijo a você, leitor de ‘Minha Vida, Meu Caminho’, apresentando-me como mãe de Lilih, autora deste blog, onde ela tem tratado de forma simples alguns temas que lhe agradam e isto tem sido uma ótima terapia para ela.

Já são quatro meses que, juntas, discutimos a pauta da semana, pesquisamos imagens, montamos slides, tiramos fotos, ouvimos videoclipes. Enfim, uma série de providências necessárias para editar e fazer a postagem. Lilih tem ficado muito satisfeita com o resultado final, porque a participação dela é bastante ativa e tem consciência de que assumiu um compromisso, não só com ela mesma, mas com os vários visitantes que a prestigiam e deixam seus comentários.

Nesse período, tenho observado que algumas pessoas se surpreenderam pela coragem dela ter criado um espaço público, onde trata do mal que a acomete: o Transtorno Afetivo Bipolar (TAB). E é exatamente essa iniciativa que fez com que ela começasse a falar sobre o assunto com mais naturalidade, aceitando a realidade dos fatos, estando atenta às mudanças de humor e tomando a medicação prescrita pelo médico com regularidade.

Foto da Internet para ilustrar o Transtorno Bipolar

O paradigma de que toda pessoa com algum transtorno mental deve ser afastada do convívio social, é coisa do passado e pensamento dos menos esclarecidos. Tanto, que foram criados os CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) como uma forma de dar assistência àqueles que sofrem de distúrbio psíquico leve e que estão, momentaneamente, impossibilitados de fazer suas atividades. Para os pacientes, um meio de não perderem o contato social; para os familiares, uma alternativa para não os deixarem sozinhos ou isolados nessa fase - o que seria muito pior.

Houve época em que eu me senti totalmente perdida e sozinha, sem apoio e compreensão dos que conviviam no dia-a-dia com Lilih, pois os diagnósticos eram nada esclarecedores e existia pouquíssima literatura a respeito, a não ser em termos médicos, de difícil acesso. O preconceito e a falta de conhecimento sobre a doença em nada contribuíram para aceitar e entender o porquê da oscilação constante de humor.

Hoje, graças à sensatez de pessoas que conviveram ou sofrem com algum tipo de distúrbio mental, lançaram livros, criaram e disponibilizaram sites na internet, proporcionando àqueles que convivem com os portadores de transtorno de humor um melhor entendimento sobre o assunto, dando orientações para ajudar no tratamento adequado e sugestões no trato para com eles.

"É importante que as pessoas tenham algum conhecimento sobre a doença e como a mesma se estabelece na comunidade social ou familiar, e o que fazer para evitar suas conseqüências. O impacto social da depressão é tão grave que reduz a produtividade no trabalho e na saúde ocupacional. O resultado vai além, e muito, das faltas ao trabalho. (...) É importante também reconhecer que ainda não sabemos quase nada sobre a depressão. Devemos estar aptos para as novas revelações que estão por vir. Quem viver verá."
(Dr. Paulo Roberto Silveira, psiquiatra)
Yolanda, minha mãe, presenteou-me com o texto que você acabou de ler. Agradeço muito a ela pela compreensão, carinho, atenção e amor que tenho recebido.

domingo, 8 de agosto de 2010

A linha entre a razão e a locura é bem tênue...

Nesta semana, tive a oportunidade de assistir o programa A Liga, da Rede Bandeirantes, sobre Saúde Mental no Brasil. Achei importante acompanhar porque mostrou pessoas com vários níveis de transtorno mental. Em algumas situações eu me identifiquei, por causa dos sintomas que elas descreveram. Ao final do documentário, cheguei à mesma conclusão mencionada durante a programação: Loucura do ser humano não existe, está dentro da gente, está na cabeça do outro, está em quem vê e não em quem sente.

O momento que mais me tocou foi quando a assistente social de um hopital psiquiátrico fala sobre o que um paciente internado há mais de 30 anos define o que é loucura para ele:

“Aqui dentro, não existem loucos.
Existem pessoas que não aguentaram a loucura do mundo aí fora.”

Se você quiser acompanhar os vídeos, clique no link abaixo:


Em 1999, a agência publicitária brasileira Almap BBDO criou uma campanha publicitária para promover a marca de ração Cesar, da Effem. A campanha se chamava “Semelhança” e tinha o seguinte slogan “Ele pode ter a sua cara, mas não precisa ter a mesma comida”. Outras fotos foram recebidas por e-mail, sem menção de autoria.

domingo, 1 de agosto de 2010

Um passo de cada vez


Agora, mais equilibrada, estou me sentindo melhor e retornando à minha rotina. Passei a frequentar somente duas vezes por semana o CAPS. Neste período, tenho encontrado solidariedade por parte dos outros pacientes, com mais ou menos problemas que eu.

Tenho-me sentido prestativa e entusiasmada, pois recebi um telefonema de uma amiga que se preocupou comigo e quis saber se eu estava bem. Também, visitei uma conhecida que passa por problemas de saúde, e pude confortá-la.

Depois de muito tempo, voltei à igreja para assistir a missa e me fez refletir sobre a importância da espiritualidade nesses momentos de recuperação. A oração ajuda, e muito...

Já consigo dar um pouco de risadas e, por essa razão resolvi inserir o vídeo abaixo.